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Em 28 de março de 2018, a professora de artes Vivian C. Belter Lunardi do Centro de Educação Básica Francisco de Assis

EFA - Escola Francisco de Assis

de Ijuí, RS, consulta o artista sobre a possibilidade de levar duas turmas do ensino fundamental para uma visita ao seu ateliê.

Lisonjeado pela demonstração de interesse por seu trabalho, ao agendar a visita das turmas B41 e B51, Paulo pergunta à Vivian o que estes estudantes pretendem dele, se estrevista ou lhe ver atuando... e ela responde: "- Ambas as coisas."

Então o artista planeja uma dinâmica com base na temática da fome - em função dos rumores de que o Brasil estaria voltando a figurar no mapa da fome - e, no dia 03 de maio de 2018, a realiza, num primeiro momento, mostrando seu acervo particular enquanto conversam.

Posteriormente, explicando que até havia pensado em montar um cenário de natureza morta para representá-la, mas como não costuma pintar nada "por nada", resolve significar a obra com a temática da fome e a dinâmica da partilha.

Pergunta então às crianças o que se faz quando há fome, mas não comida para todos... e ouve delas a melhor das respostas: "- A gente divide o que tem." Emocionado com a sensibilidade demonstrada, Paulo as faz dividir duas maçãs enquanto duas delas posam para ele compor a cena de um passando uma terceira maçã ao outro... e representa, em óleo sobre tela, este momento de partilha.

Para obter o ângulo desejado na cena retratada o artista recorre à clássica A Última Ceia de Leonardo Da Vinci e busca posição similar a das mãos de Jesus naquela obra, ou seja, uma no sentido de dar e outra de receber, já que para aquele artista ao tempo em que Jesus estende uma das mãos concedendo algo, Ele espera com a outra algo de quem recebeu o concedido.